Blog da Apicultura


Prazo para renegociação de dívidas é prorrogado até 14 de novembro

O prazo para aderir à renegociação das dívidas de operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Crédito Fundiário e do Programa Especial de Crédito para Reforma Agrária (Procera) foi prorrogado até o dia 14 de novembro. A medida foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião nesta terça-feira (30), por solicitação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA),  já que muitos potenciais beneficiários da renegociação ainda não haviam feito seu pedido junto aos bancos.

Cerca de 536 mil agricultores familiares e assentados da reforma agrária serão beneficiados com mais essa oportunidade de comparecer aos agentes financeiros e assinar o termo de adesão. O diretor de Financiamento e Proteção da Produção da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA), João Luiz Guadagnin, explica que é muito simples para o agricultor aderir, basta fazer uma solicitação simples, com nome completo, número do Cadastro de Pessoa Fisica (CPF) e no termo dizer que está aderindo à renegociação de dívidas rurais da Lei 11.775/08 (antiga Medida Provisória 432).

"Com essa adesão, o agricultor poderá ter novas oportunidades de financiamentos rurais como o do Pronaf, ou seja, vai estar apto a tomar novos créditos para dar continuidade ao seu trabalho na propriedade. Além disso, poderá obter novos crédito no comércio em geral", afirma Guadagnin.

"Aqueles que não aderirem perderão essa oportunidade. Além disso, caso o agricultor familiar beneficiário dessa medida de renegociação não se manifeste até 14 de novembro, poderá ficar impedido de efetuar transações financeiras, como manter conta em banco e tomar empréstimos. Em alguns casos, o nome desse agricultor poderá ser inscrito na Dívida Ativa da União", avisa o diretor.

Mais informações sobre a adesão podem ser obtidas nos bancos ou no site da Secretaria de Agricultura Familiar (
www.mda.gov.br/saf).

 



Escrito por COOPAPI às 08h51
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Coopapi recebe visita de técnicos do Programa de Combate a Pobreza Rural- PCPR do Maranhão.



Escrito por COOPAPI às 18h12
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Como processar a castanha do caju?

 

 

PROCEDIMENTOS TÉCNICOS PARA O BENEFICIAMENTO ARTESANAL DA CASTANHA DE CAJU

O procedimento para o beneficiamento artesanal da castanha do caju tem grande semelhança com o sistema industrial, havendo variações no cozimento, estufagem e despeliculagem.

Mostraremos a seguir as atividades desenvolvidas em uma unidade familiar e/ou coletiva de beneficiamento de castanha.

3.1 Colheita do fruto

É realizada no campo onde se faz o descastanhamento, que é o ato de separar a castanha do pseudo-fruto e sua classificação por tamanho (pequena, média e grande).

3.2 Secagem

Logo após a colheita, a castanha (fruto) deve permanecer três dias ao sol, para que sua umidade venha cair até 14% aproximadamente.

3.3 Cozimento

O cozimento em água fervente durante 15 a 20 minutos. O método prático de saber se a castanha está pronta, é verificar se a mesma está amolecida. Para fazer esta operação coloca-se no cozinhador 5 litros de água para cada 10 kg de castanha.

3.4 Resfriamento

Após o cozimento, a castanha passará no mínimo 48 horas secando à sombra e ao ar livre, dependendo da umidade do ar.

3.5 Corte ou decortização

Um operador utilizando máquina, secciona ao meio a casca da castanha, tomando cuidado para não atingir a amêndoa, fato que pode ocorrer no máximo 10% para não comprometer a rentabilidade da produção, sendo em seguida retirada a amêndoa da casca com uma pinça por outra pessoa (tiragem) e separada em: amêndoa inteira, quebrada e casca.

3.6 Estufagem

As amêndoas inteiras e quebradas são levadas separadamente para a estufa, onde permanecem por 6 a 8 horas, sendo desidratada, sofrendo em seguida, um resfriamento de 30 minutos a 1 hora para facilitar a retirada da película (membrana que envolve a amêndoa).

3.7 Despeliculagem

Ato de retirar a película manualmente ou com a ajuda de um pequeno estilete, tendo o cuidado de não atingir a amêndoa, o que baixará sua qualidade.

3.8 Seleção

A amêndoa é selecionada por tipo: inteira, banda, pedaço, batoque, inteira, etc...

3.9 Embalagem

a. A nível de produtor - O produto é embalado em recipientes de plástico rígido e levado à Unidade Central de embalagem, onde será selecionado de acordo com os tipos exigidos pelo mercado nacional e internacional.

b. A nível de central - O produto é embalado em latas de flande zincadas de 18 litros, com capacidade para 11,34 kg, onde se extrai através de um compressor o oxigênio e injetando-se CO2 para preservação do produto, seguindo-se a recravagem que é o fechamento da lata para o mandrilhamento da tampa.

3.10 Armazenagem

A latas devem ser acondicionadas de duas a duas em caixa de papelão, com empilhamento máximo de 5 caixas, em estrado de madeira.

3.11 Torragem ou fritagem

Havendo exigência do cliente, em adquirir amêndoa torrada, logo após a seleção, frita-se o produto em óleo fervendo pelo período de 5 minutos, logo depois resfria-se por uma hora, efetuando-se a salga e acondicionamento em sacos plásticos, de acordo com o peso solicitado pelo comprador. É bom lembrar que o óleo deve ser de boa qualidade para não comprometer o produto, os melhores são de milhos ou arroz.

4. ÍNDICES TÉCNICOS DA ATIVIDADE

Passaremos a descrever alguns índices técnicos para facilitar os cálculos para quem deseja entrar nessa atividade bastante lucrativa.

a. Para cada 5,4 kg de castanha "in natura" se produz 1 kg de amêndoa, sendo que 65% de primeira, 20% de Segunda e 15% de bandas e pedaços; esses dados podem variar, com a qualidade da matéria prima.

b. Um bom cortador consegue cortar 35 kg de castanha por um dia de oito horas;

c. Usando um cozinhador de 30 kg, uma pessoa cozinha no dia o equivalente ao que uma família beneficiará no trabalho de uma semana;

d. Para torrar e embalar 20 kg de amêndoa, leva-se em torno de uma hora de trabalho.

e. Em uma semana de trabalho, uma família consome dois litros de óleo de mamona (protetor contra o óleo da castanha - LCC), quatro litros de álcool (solvente para óleo de mamona) e dois kg de estopa.

5. RECOMENDAÇÕES BÁSICAS PARA A HIGIENE

Apresenta-se a seguir algumas recomendações básicas de higiene pessoal e das instalações onde se processa o beneficiamento da castanha de caju.

a. Manter as instalações sempre limpas e exclusivas para o beneficiamento;

b. Evitar a entrada de animais domésticos no interior das instalações;

c. Evitar pessoas estranhas ao serviço;

d. Lavar as mãos antes de manusear o produto e após cada necessidade fisiológica;

e. Manter as unhas aparadas e limpas;

f. Usar durante o trabalho toucas, lenços e batas, no corte da castanha, na despeliculagem, classificação e torragem;

g. Usar vasilhas e embalagens limpas na despeliculagem e classificação da amêndoa;

h. Fazer limpezas nas instalações e equipamentos logo após o expediente.

 

Tomando estas medidas básicas, produto terá melhor qualidade e maior confiabilidade do consumidor que a cada dia torna-se mais exigente em consumir produto de boa qualidade.

6. RECOMENDAÇÕES BÁSICAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO

Como toda a atividade agro-industrial, o beneficiamento artesanal de castanha de caju tem os seus problemas de segurança de trabalho, que devem ser observados. Algumas recomendações básicas para evitar acidentes são:

6.1 No cozimento

a. O produtor deve usar luvas de couro, avental de napa e botas de borracha para evitar queimaduras durante este procedimento.

b. Se o fogo for alimentado por casca de castanha, o produtor não deve ficar exposto à fumaça, evitando intoxicação e danos nos olhos e na mucosa nasal.

6.2 No corte

a. O produtor deve Ter muita atenção, pois, no corte, as navalhas da máquina de corte podem causar danos nos dedos polegar e indicador;

b. É muito importante o uso de avental e se possível, óculos na ocasião do corte, pois protege do respingo do LCC, que é um líquido bastante corrosivo;

c. Não deve ser dispensado o uso do óleo de mamona, pois é isolante, protege as mãos do LCC.

 

** As atividades acima específicas não devem, em qualquer hipótese, ser executadas por crianças.

 

Um abraço

1 ano atrás

Fonte(s):

www.aaccrn.org.br/docs/artesanal.doc -

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Escrito por COOPAPI às 08h25
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CHAMADA DE PROJETOS APÓIA CERTIFICAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS

 

 

 

Cerca de 5 mil agricultores familiares terão a oportunidade de se adequar às exigências das legislações que definem a produção orgânica do Brasil. Isso será possível com a abertura das inscrições para a primeira Chamada de Projetos para o apoio a certificação de grupos de agricultores familiares para mercados de produtos e serviços orgânicos da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).

 

As propostas devem ser encaminhadas até o dia 10 de outubro, e a contratação será iniciada a partir de dezembro. O edital com as informações está disponível no endereço www.mda.gov.br/saf. O objetivo da Chamada é selecionar propostas que apóiem a adequação de grupos e empreendimentos de agricultores familiares às exigências das legislações que definem a produção orgânica do Brasil. Cerca de 300 grupos devem ser atendidos, representando a capacitação de aproximadamente 2.500 agricultores até dezembro de 2009 e a outra metade, até final de 2010. Serão disponibilizados R$ 2 milhões para investimento total nos projetos.

 

O diretor do Departamento de Geração de Renda e Agregação de Valor da SAF/MDA, Arnoldo de Campos, afirma que a preparação dos grupos para a certificação é importante, pois, a partir de dezembro de 2009, os agricultores familiares terão que se adequar ao Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica, instituído pelo Decreto nº 6.323/2007. Além disso, é uma oportunidade para aumentar a renda desses agricultores, agregando valor aos produtos. “A produção orgânica valoriza ainda mais a produção da agricultura familiar”, diz Campos.

 

O diretor reforça que estar certificado significa o reconhecimento do produto no mercado nacional e internacional e do valor que este alimento tem por ser limpo, de qualidade, sem agrotóxicos. Campos explica que a preparação para a certificação disposta na Chamada trata de procedimentos desde a  forma de plantio, a convivência com o meio ambiente, o bom uso da água, a conservação do solo, a higiene e manipulação dos produtos, entre outros.

 

Desde 2003, o MDA  já apoiou, por meio de convênios, cerca de 60 grupos, o que corresponde a aproximadamente 1.200 agricultores familiares. Além disso, o Ministério apóia a participação de agricultores em feiras e eventos, que já resultou em negociações futuras no valor de R$ 16 milhões.

 

 

 



Escrito por COOPAPI às 08h33
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Programa investirá em três regiões do RN

 

Os Territórios da Cidadania é um programa de desenvolvimento regional e garantia de direitos sociais voltado às regiões mais carentes do Brasil. São 133 ações nas áreas de apoio às atividades produtivas, acesso a direitos e ações de infra-estrutura, totalizando R$ 11,3 bilhões no ano de 2008. O programa trabalha com base na integração das ações do Governo Federal e dos governos estaduais e municipais, em um plano desenvolvido em cada território com a participação da sociedade. Em cada território um Conselho Territorial composto pelas três esferas governamentais e pela sociedade determinará o plano de desenvolvimento territorial e uma agenda pactuada de ações – estimadas em mais de 6 mil obras e serviços em todo o território nacional.

 

Onde atua?

Juntos, os três territórios abrangem 46 municípios potiguares e 194 assentamentos, beneficiando cerca de 13.718 famílias, mais de 68 mil pessoas. O articulador regional dos territórios no Rio Grande do Norte, Auricélio Costa, diz que as políticas públicas que serão desenvolvidas estão relacionadas às demandas levantadas pelos moradores da região. Ele explica que as prioridades de investimento têm foco no fortalecimento da agricultura familiar, levando em consideração a vocação de cada território.

 

“No Mato Grande, por exemplo, os trabalhadores rurais decidiram fortalecer a cadeia produtiva de mel e o cultivo do caju”, relata Costa. O articulador afirma que os agricultores do Sertão do Apodi, além da apicultura, decidiram investir em infra-estrutura para garantir a segurança hídrica. Já no território de Açu/Mossoró, informa, as prioridades serão o apoio à produção de leite em assentamentos rurais e a comercialização de produtos da agricultura familiar.

 

Já no assentamento Remédio, Território do Sertão do Apodi, onde a segurança hídrica é o foco principal do programa, a trabalhadora rural Dorimar Soares Ferreira, 54 anos, acha a iniciativa do Governo importante. “A água aqui é insuficiente para a gente trabalhar”, relata. Ele acredita que com o aumento da irrigação os agricultores terão mais alimentos para o consumo e comércio.

 

Território Mato Grande:

http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/080217174954Bol_Mato_Grande_RN.mp3

 

Território Açu-Mossoró:

http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/080213194516Bol_Acu_Mossroro_RN.mp3

 

Território: Sertão do Apodi:

http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/080218121427Bol_Sertao_do_Apodi_RN.mp3



Escrito por COOPAPI às 08h01
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